quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Conversa de pombas e ratos depois do fim

Não sei se você sabe por quê tenho essa cicatriz em meu rosto...

Quem é essa sombra?
Quantos anos ela tem?
Quais sóis se vestem com as chuvas que convém?
Quem vai financiar a sombra que não vem?

Essa árvore tem nome de Acácia, é pra lenha e pro couro. Só não sei pra que troncos e peles...

Qual o nome desta rua?
Quais rodas que transitam?
De que é feito o carro?
Que carne tem no aço...de quem?

A pele é uma camada finda pra aqueles que dizem que este é o céu. Isto, meus caros, é apenas a tampa do infinito...

Por que o nome é o mesmo?
Que letra inicia o meio?
Que final tem outra rua de mesmo nome?
Por que aquele homem merece a memória das ruas com fome?

Moça, corre atrás do vento, se conseguir pegá-lo, traz um pedaço pra mim...

Que sombra tem o morto?
Qual vivo que assombra?
Que mãos costuraram a bandeira?
Por que a placa está à direita de uns e outros não?

Aquilo foi passado, agora quero alguém pra outro passado. Você é linda!

Que língua precisou da interrogação?
Por que assombra o não silencioso do sim?
Que gosto tem o poder da afirmação?
Por que a sombra é o silêncio que não tem fim?

E no abraço disse “esse é o desapego mais difícil que vivo”, mas vivemos. Até o próximo acaso!

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