quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Espelho, espelho (meu?) - II

Eu vi o bigode limpar o prato com detergente
E antes que a selva se mostrasse sobre o vidro
A esponja liberou o novo
Sugando o ar da noite do corvo
Vingando a água de sal do po-l-vo

Eu vi o bigode na travessia das carroças
Quieto e cansado repousou na biblioteca
Ali jaz mentiras cabeludas de um careca

No cemitério dos sonhos de lavanderia
O sab(id)ão transborda
Ironia, ironia!
Alegria, alegria!

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