Se eu falo
Por que o falo?
Se eu falo
Por que o falo filosofa feito fala fora de filarmonia da orquestra da fala?
Fanaticamente
o fonético falo
fanático da feira
de frutas fúnebres
faz fantoches
de freiras à Freires
findando fábulas
na própria faringe.
Onde o fervo e o frevo fritam
A fé de rei e lei fala pouco.
Flamencas danças,
Finas canções,
Férteis fetos nos fatos
Férteis febres nos fetos
Como faro de fiéis da fita
de ferro, fogo
Com frases fortes e fracas
pela filantropia da fartura.
Resta rezar em linhas de longas línguas
No razo, na razão, na rasura,
Em fé dia do fico,
na fissura.
Labaredas de libertinagens líquidas
Em que cú e civilização iniciam com o fim do 'i'
A mesma terceira letra iniciada por 'c'
Firmando em letras a podridão da pátria
ferindo e assassinando bilhões de cores,
demarcando.
Enfeitiçados com gaiolas,
humanas imundícies jocosas mataram e matam os nus, obcecados.
Para que o sangue transformasse-se em Finito
Para que o sangue tornasse-se Lavas
Para que o sangue transpusesse Ruínas
Urdindo vendas de Frio,
zelando pela Fome dos analfabetos
deste si e dos outros desta civilização.
Nas latrinas do fedor da cidade
Revolução, rei e lei fumam
a mesma merda
o mesmo medo
onde cú e língua São Proibido's
Onde ladrão, patrão e pátria fomentam
a ratoeira que se traduziu em Português.
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